Pinterest e Instagram são aliados estratégicos do e-commerce de moda

Por ser um mercado muito focado no visual, roupas, sapatos e acessórios têm mais visibilidade nas redes sociais que destacam as imagens.
Nos últimos anos, as redes sociais se popularizaram e não só se tornaram grandes aliadas da interação entre pessoas como também espaços estratégicos de publicidade. Hoje, todo negócio está ou quer estar nelas. A facilidade operacional, o baixo custo e o alcance estão entre seus pontos fortes. No entanto, não se pode confundir as facilidades que elas oferecem com garantia de sucesso. Assim como qualquer decisão gerencial, estar em uma rede social e administrá-la requer um conhecimento prévio e investimento de tempo para produzir conteúdos que sejam interessantes, catalizadores de vendas e de relacionamento entre o cliente e o negócio. Sim, conteúdo é a palavra mágica! Uma foto nunca é somente uma imagem, assim como um texto nunca são palavras escolhidas de forma aleatória. Se você ainda administra as suas redes sociais sem levar em conta todos os aspectos objetivos e subjetivos envolvidos em uma publicação, está na hora de repensar toda a sua estratégia – e até existência – nesse universo.

A escolha

Um erro muito comum é achar que, para o negócio ser bem-sucedido, é preciso estar em todas as redes sociais. Antes de sair atirando para todos os lados, é preciso procurar saber onde está, prioritariamente, o seu público-alvo. Com quais redes sociais ele interage mais? Aqui temos um recorte bem definido: moda. Não é novidade que todo e qualquer e-commerce desse segmento precisa trabalhar de forma muito comprometida com a questão da imagem, já que moda é muito visual. Nesse cenário, duas redes sociais têm se destacado como estratégicas para quem quer vender online roupas, sapatos e acessórios: o Pinterest e o Instagram. Embora muita gente ainda confunda, as duas redes sociais são bem diferentes. O Pinterest consiste em um grande mural em que é possível criar catálogos com imagens de grupos distintos. O usuário vê uma bolsa bonita na loja virtual e, se o site tiver a opção, ele “pina” para o mural dele no Pinterest. Geralmente, as pessoas “pinam” produtos que acham interessantes e que pretendem consumir um dia. Assim, muitas vezes o Pinterest funciona como uma “lista de desejos”. Além disso, com o Pinterest, também é possível criar um catálogo próprio de bolsas para, depois, escolher qual comprar. Por exemplo, uma pessoa está atrás de uma bolsa branca. Ela entra em várias lojas online, e até mesmo no próprio Pinterest, para ver os modelos disponíveis e “pina” os de que mais gostou. Depois, ela vai no mural que criou no Pinterest e escolhe a que mais lhe agrada, partindo para efetivar a compra. Vale lembrar que esse processo é muito facilitado pelo fato de o Pinterest “pinar” toda a página de venda do produto, e não apenas a foto. Com isso, basta clicar na imagem no Pinterest para o usuário ser direcionado exatamente para a página eletrônica em que aquele determinado produto está disponível para ser comercializado. Já o Instagram, apesar de disponibilizar todas as fotos e vídeos compartilhados, é mais focado na construção de uma base de seguidores e no relacionamento entre os usuários e o negócio. Nesse sentido, é preciso trabalhar a ferramenta de forma estratégica, visando o engajamento com os consumidores. O Instagram permite, por exemplo, que as pessoas postem comentários nas fotos. Uma forma bem eficiente de mostrar para o cliente o quanto a opinião e a participação dele são importantes é respondendo os comentários, interagindo com ele. Outro aspecto positivo é que, como boa parte das redes sociais, o Instagram aceita o uso de hashtags, ou seja, palavras-chaves precedidas pelo símbolo do jogo da velha (#moda, #tendência, #promoção, #coleçãooutonoinverno, #spfw etc.). A vantagem de utilizá-las é que, ao clicar em uma delas, o usuário é direcionado para uma nova página, que agrupa todas as fotos e/ou vídeos publicados com a hashtag. Por isso, é importante estar atento para as hashtags que serão utilizadas. Elas podem funcionar como um canal de divulgação do negócio no Instagram e até resultar no aumento do número de seguidores/curtidas. Para ter ideia do impacto dessa rede social, o Brasil representa a segunda maior comunidade do Instagram do mundo. Ao todo, são 300 milhões de usuários ativos que compartilham cerca de 70 milhões de fotos e vídeos por dia. De acordo com o fundador do Fashion.me, Flavio Pripas, o Instagram é muito mais uma ferramenta de distribuição do que necessariamente um local para a organização de conteúdo. De acordo com ele, o ideal seria utilizar as duas ferramentas em um e-commerce voltado para o segmento de moda. “Eu usaria o Pinterest para fazer catálogos, por exemplo, das coleções. Colocaria todas as imagens lá dentro e utilizaria o Instagram para distribuir essas imagens para os meus seguidores, direcionando-os tanto para o próprio Pinterest quanto para o site. O uso destas duas ferramentas de forma coordenada funciona muito bem”, explica.

Pensando o conteúdo

Como já falamos aqui, a palavra mágica é conteúdo. Um grande erro é utilizar as redes sociais apenas para expor suas roupas e seus respectivos preços. É importante lembrar que as redes sociais trouxeram uma nova forma de os consumidores se relacionarem com as marcas. A expectativa é que seja estabelecido um diálogo, uma relação nos dois sentidos. É preciso estabelecer com o usuário uma conversa que tenha contexto e seja interessante. Além de ajudar nas vendas, essa prática vai facilitar o processo de identificação do cliente com a sua marca. Se você tem, por exemplo, uma loja que vende camisetas com estampas exclusivas inspiradas em filmes, uma possibilidade é contar um pouco da história de cada filme, curiosidades de bastidores, prêmios, enfim, há uma série de informações que rondam o universo de um produto e que podem torná-lo muito mais atraente do ponto de vista comercial. Muito cuidado, também, com a qualidade da fotografia que é postada. Lembre-se: estamos falando aqui de duas redes sociais nas quais a imagem é o principal elemento de atração. Em ambos os casos, é preciso investir em fotografias de qualidade, capazes de destacar tanto a peça quanto a mensagem que se pretende transmitir.

Mais sobre o Pinterest

As pessoas descobrem coisas no Pinterest com base na segmentação, e todo o conteúdo que está lá dentro leva para o destino de origem. O resultado é que a ferramenta tem se destacado cada vez mais no tráfego de referência em diversos e-commerce. De acordo com o GlobalWebIndex 2014, o Pinterest foi a rede social que mais cresceu no ano passado, ampliando em 54% o número de membros e em 97% o de usuários ativos. Um dado relevante é que 80% do tráfego do Pinterest é proveniente de plataformas móveis (celulares ou tablets). O dado chama a atenção para a necessidade cada vez mais urgente de os comércios eletrônicos adaptarem suas plataformas para serem utilizadas em equipamentos móveis, bem como estarem integradas com as redes sociais. Como o Pinterest é direcionado para o futuro, planejar e comparar são duas palavras-chave desta rede social. Ela permite que os usuários salvem o que mais gostam para comprar, ler, fazer no futuro. Isso sem falar nas facilidades de poder agrupar vários produtos semelhantes para, mais tarde, escolher o que comprar, de inserir uma foto de um item que o usuário já tem para comparar com outro que ele quer comprar, de compartilhar compras com os amigos e muito mais. Fonte: SEBRAE

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