Atraso nas entregas é o maior problema das lojas virtuais do Brasil

Novo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico afirma que 61% das lojas virtuais sofrem com a situação.
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Uma pesquisa promovida pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) apontou que o atraso nas entregas é o principal problema de 61% das lojas virtuais, seguido por extravios, furtos e roubos (39%).

“O preço pago pela falta de planejamento aumenta a cada dia e afeta todos os setores da economia, incluindo o comércio eletrônico. A falta de segurança é um problema nacional e não deixa de impactar também o comércio eletrônico. Essa questão traz ainda aumento de custos na operação, pois há casos de transportadoras que necessitam de escolta para entregar em algumas áreas, além dos custos elevados de seguro”, explicou o presidente da ABComm, Maurício Salvador.

O levantamento feito com o apoio da Brazil Panels e Ecommerce School coletou 585 questionários online de proprietários de lojas virtuais de verejo e bens de consumo. Ele considerou 3 pontos de logística: armazenagem, transportes e manuseio. O tema foi escolhido por sua relevância para a competitividade..

Cerca de 82% das lojas virtuais consultadas pela pesquisa possui armazenagem própria como forma de reduzir custos e ter maior controle sobre a operação – o que, segundo Salvador, nem sempre é verdade.

“O aumento brusco na curva de vendas em datas sazonais é um dos pontos negativos pela baixa adaptabilidade e menor poder de barganha com transportadoras privadas por volume transportado. Um fator nas empresas que tem armazenagem terceirizada, é que conseguem operar a partir de outros estados, aproveitando incentivos fiscais”, argumentou.

Entre os entrevistados, 13% afirmaram possuir frota própria para as entregas no mesmo dia de produtos especiais ou perecíveis, como jóias, flores e alimentos. O fato não diminui a importância dos Correios, que ainda são utilizados por 81% das lojas. A pesquisa indicou que 23% das varejistas virtuais contratam transportadoras de acordo com a região da entrega.

 “O número é significativo e mostra amadurecimento e preocupação em ter uma estratégia de transportes. Ao criar tabelas de fretes separando transportadoras por região, a loja virtual reduz custos e aumenta a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes”, enfatizou Salvador.

O frete grátis se mostrou forte no Brasil, com 69% das lojas virtuais entrevistadas oferecendo o serviço. Dessas, 66% disseram que ele aumenta suas vendas e 34% o disponibilizam porque seus concorrentes o fazem.

De acordo com o estudo, a rentabilidade das lojas virtuais diminui conforme gastos com frete e mídia online aumentam, levando 55% das empresas a repassarem o valor da entrega aos consumidores e 30% a adotarem um modelo híbrido.

“Quando bem planejado, o frete grátis pode ser uma ferramenta bastante útil para aumentar o tíquete médio da loja virtual. Por outro lado, utilizar frete grátis sem ter definidas estratégias de preços e transportes é como ativar uma bomba relógio”, ressaltou o presidente da ABComm.

O frete grátis é oferecido em compras de qualquer valor por 19% dos entrevistados e na faixa de R$ 100 a R$ 300 por 40% deles.

Os dados completos da pesquisa serão apresentados durante a MOVIMAT – Salão Internacional da Logística 2015, que ocorre entre 15 e 17 de setembro no Expo Center Norte, em São Paulo.

Fonte: IDGNow

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